Este texto foi construído após análise e reflexão acerca dos textos apresentados pelos demais colegas. Ele apresenta duas visões acerca do texto e da relação homem-objeto em si.
Se analisarmos bem o nosso cotidiano, poderemos notar que este conceito, embora um tanto absurdo à primeira vista, possui certa coerência. Somos constantemente determinados pelos objetos e os espaços à nossa volta. Nosso modo de agir, varia, por exemplo, de acordo com a roupa que vestimos e o local onde nos encontramos, assim como a nossos hábitos e culturas. Até mesmo as interações sociais e o funcionamento da sociedade estão intimamente ligadas aos objetos, tendo em vista os adventos tecnológicos como computadores e smartphones. Somos, portanto, dependentes deles. E esta relação de dependência se iniciou nos primórdios da humanidade. Sem a descoberta do fogo, a humanidade jamais chegaria no ponto em que está hoje. Foi essa relação que possibilitou a nossa sobrevivência e soberania sobre os demais seres e até sobre a natureza em si, de certa forma.
Entretanto, essa relação sofreu diversas modificações. Os objetos, hoje, se tornaram também objetivos de vida. A sociedade capitalista e materialista na qual vivemos hoje prega a ideia de que ter é ser. Estudamos, trabalhamos e nos esforçamos para obter bons salários e, com eles, podermos comprar novos bens materiais, numa tentativa de nos destacarmos nessa sociedade que tanto valoriza a riqueza material.
Podemos, por outro lado, contrapor tal visão, analisando a individualidade e a subjetividade que os objetos carregam. Ao criarmos e utilizarmos tais bens, estamos fazendo-os de meios para comunicar e expressar aquilo que sentimos ou queremos passar para os outros. Por mais que uma roupa determine nosso modo de agir, ao termos a possibilidade de escolhe-la, também determinamos a visão que queremos passar. Ao criarmos uma ferramenta, mesmo que nos tornemos dependentes dela de certa forma, estamos pondo em prática uma conceito ou solucionando um problema. Os objetos traduzem nossos pensamentos, ideia e emoções para o mundo material. Ou seja, nós somos responsáveis por dar sentido a eles, e os utilizamos como meio de nos determinar, assim como as pessoas e a sociedade à nossa volta.
Concluo, assim, que é impossível dizer quem possui da verdadeira soberania. A verdade é que existe uma relação de "cumplicidade" entre o homem e os objetos, embora estes não possuam consciência. Nós criamos os objetos e eles criam nosso meio de vida, num ciclo infinito e interminável de dependência. Cabe a nós, portanto, limitar a essa dependência e manter a nossa individualidade e animalidade, para evitar, assim, que nos tornemos também objetos.
Concluo, assim, que é impossível dizer quem possui da verdadeira soberania. A verdade é que existe uma relação de "cumplicidade" entre o homem e os objetos, embora estes não possuam consciência. Nós criamos os objetos e eles criam nosso meio de vida, num ciclo infinito e interminável de dependência. Cabe a nós, portanto, limitar a essa dependência e manter a nossa individualidade e animalidade, para evitar, assim, que nos tornemos também objetos.
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