Blog criado para a disciplina Fundamentação para Projeto de Arquitetura e Urbanismo I
sexta-feira, 8 de julho de 2016
quarta-feira, 1 de junho de 2016
quinta-feira, 5 de maio de 2016
terça-feira, 12 de abril de 2016
Seminário de Interação
O GRIVO
A primeira obra analisada pelo grupo foi a obra "Música Mecânica", do grupo O Grivo. a obra cria uma interação musical e visual, gerando um ambiente sonoro através da movimentação de engrenagens e cordas. A forma como os observadores escolhem transitar pela obra também influi no resultado sonoro a ser percebido. Ela instiga a observação e a exploração sonora daqueles que a visitam.
SLIDING HOUSE
O segundo trabalho analisado pelo grupo foi a "Sliding House", projetada pelo grupo de arquitetos dRMM. A casa conta com três módulos principais fixos, sendo um completamente de vidro, e um módulo deslisante, que possibilita criar novos ambientes e também adaptações para mudanças climáticas. O projeto é um tanto limitador, uma vez que pré-determina a maior parte das configurações possíveis, além de possuir um custo extremamente elevado.
domingo, 3 de abril de 2016
Croquis da EA
Dinâmica dos Objetos e Relações Programáticas
Semana passada realizamos uma dinâmica envolvendo objetos que representassem cada um dos alunos. O objeto que escolhi para me representar foi minha sapatilha de ponta, uma vez que esta traz leveza, mas ao mesmo tempo exige força, dedicação e determinação para que possa ser utilizada, características que, penso eu, definem bem minhas atitudes e minha personalidade. Tivemos de ligar nossos objetos a outros, segundo o critério que quiséssemos. Liguei minha sapatilha a uma folha de papel e ao ukulele, uma vez que identifiquei uma afinidade entre os significados subjetivos desses objetos e o meu.
Foi proposto, então, que estabelecêssemos conexões, não mais finalísticas ou causalísticas, mas programáticas entre eles. Os três objetos que escolhi podem ser ligados por vários aspectos, mas incluir nesse diálogo a possibilidade do acaso é deveras desafiador, devo dizer. Cheguei, assim, a uma ideia de que os três estão diretamente relacionados á arte. A sapatilha, o ukulele e o papel são veículos que permitem que os indivíduos se expressem artisticamente, seja pela dança, pela música, escrita ou desenho, entre outros. Tais objetos, poderiam ser utilizados para criar um ambiente interativo em uma exposição, por exemplo. As possibilidades de disposição, bem como a funcionalidade deles, seja com seu fim objetivo ou com outros fins (como decoração, entre outros), abre o horizonte para infinitas oportunidades de expressão, que irão variar de indivíduo para indivíduo, de acordo com a percepção de cada um. Embora essa relação tenha um fundo finalístico, ela, assim como um baralho, cria uma perspectiva ampla e inclui nela o acaso, mesmo que delimitando certas características, permitindo que cada um crie seu próprio "jogo", o que a torna, assim, programática.
Foi proposto, então, que estabelecêssemos conexões, não mais finalísticas ou causalísticas, mas programáticas entre eles. Os três objetos que escolhi podem ser ligados por vários aspectos, mas incluir nesse diálogo a possibilidade do acaso é deveras desafiador, devo dizer. Cheguei, assim, a uma ideia de que os três estão diretamente relacionados á arte. A sapatilha, o ukulele e o papel são veículos que permitem que os indivíduos se expressem artisticamente, seja pela dança, pela música, escrita ou desenho, entre outros. Tais objetos, poderiam ser utilizados para criar um ambiente interativo em uma exposição, por exemplo. As possibilidades de disposição, bem como a funcionalidade deles, seja com seu fim objetivo ou com outros fins (como decoração, entre outros), abre o horizonte para infinitas oportunidades de expressão, que irão variar de indivíduo para indivíduo, de acordo com a percepção de cada um. Embora essa relação tenha um fundo finalístico, ela, assim como um baralho, cria uma perspectiva ampla e inclui nela o acaso, mesmo que delimitando certas características, permitindo que cada um crie seu próprio "jogo", o que a torna, assim, programática.
sexta-feira, 1 de abril de 2016
quarta-feira, 16 de março de 2016
Croquis - Visita ao Museu de Arte da Pampulha
"O banco curvo foi o elemento de média escala que mais me chamou a atenção. Ele dá leveza e continuidade ao movimento gerado pelas curvas do edifício."
"O elemento de grande escala que mais se destacou para mim foi a vegetação. As árvores dispostas neste canteiro mantém a beleza paisagística, mas conferem, ao mesmo tempo, certo 'fechamento' e privacidade à área de serviço.
Já em pequena escala, notei os azulejos que compunham a parede abaixo do andar em balanço, devido à forma como estes contrastam com o estilo do restante da construção."
Já em pequena escala, notei os azulejos que compunham a parede abaixo do andar em balanço, devido à forma como estes contrastam com o estilo do restante da construção."
Pesquisa - Complexo da Pampulha
Conjunto Arquitetônico da Pampulha
O Conjunto Arquitetônico da Pampulha projetado por Oscar Niemeyer, foi encomendado pelo então prefeito de Belo Horizonte, Juscelino Kubitschek, afim de desenvolver a área ao norte da cidade. Construído no entorno do lago artificial, que possuí cerca de 18km de extensão, o complexo abrigava, originalmente, um cassino, uma casa de baile, um clube e uma igreja, inaugurados em 1943.
Museu de Arte da Pampulha
O Museu de Arte de Pampulha, projetado por Oscar Niemeyer, originalmente abrigava o Cassino da Pampulha, importante centro de lazer e ponto de encontro da elite belo-horizontina. O espaço, segundo o próprio Niemeyer, "quando funcionava como cassino, cumpria bem suas finalidades, com seus mármores, suas colunas de aço inoxidável, e a burguesia a se exibir, elegante, pelas suas rampas." Toda a sua estrutura foca-se no exibicionismo e na exaltação do luxo.
Em seu projeto é possível notar a presença dos conceitos elaborados por Le Corbusier, arquiteto urbanista suíço, precursor da arquitetura modernista. Primeiramente, nota-se o uso de fachadas livres, onde Niemeyer cria recuos da estrutura principal em relação ao alinhamento com os pilares. Assim,cria-se uma relação entre o espaço interno e o externo (pilotis), integrando melhor o museu à paisagem e tornando-o, portanto, mais convidativo.
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Outro conceito muito utilizado são as janelas em fita, que se estendem de uma borda à outra nas fachadas. Elas permitem o aproveitamento máximo da iluminação natural, além de proporcionarem, para aqueles que estão no interior do edifício, uma bela vista do lago, bem como de outros elementos do complexo arquitetônico.

Niemeyer, é claro, não deixa de incluir na construção elementos de seu próprio estilo arquitetônico. Suas famosas curvas, presentes em todas as suas obras, também se exibem nesta. O pórtico que se estende na entrada do museu, bem como o auditório (entre outras laterais do edifício), são elementos marcantes e essencialmente curvos, criando harmonia e fluidez entre a construção e a paisagem.
domingo, 13 de março de 2016
Reflexão: Arquitetura X Vestuário
A primeira vista, arquitetura e vestuário são completamente distintos. Entretanto, com uma análise mais cuidadosa, chega-se à visão oposta: existe uma grande semelhança entre eles. A vestimenta, bem como a arquitetura, protege das intempéries do ambiente, além de poder ser utilizada para armazenar objetos. Ambas transmitem individualidade e expressão, além de poderem ser adaptadas conforme as necessidades do indivíduo. Qual seria, então, a diferença entre tais elementos? O espaço. A vestimenta, por mais que desempenhe diversas funções, compreende e afeta o espaço de apenas um indivíduo. Mesmo um uniforme, embora tenha o mesmo efeito para todos que o utilizam, mantém a experiência individual. Já a arquitetura tem o papel oposto: ela afeta todo o seu entorno, seja o meio ou as pessoas que nele se encontram. Ela proporciona uma experiência coletiva, modificando o local em que se insere. Portanto, enquanto a vestimenta é pensada para atender as necessidades de cada pessoa, a arquitetura é (ou ao menos deveria ser) pensada para atender as necessidades de todos aqueles que se inserem no meio, sejam pessoas com ou sem dificuldades de locomoção, sejam animais e plantas que se encontram naquele espaço, seja quem irá diretamente usufruir de tal arquitetura ou quem será, direta ou indiretamente, afetado por ela.
sábado, 12 de março de 2016
Análise sobre o texto "Animação Cultural"
Este texto foi construído após análise e reflexão acerca dos textos apresentados pelos demais colegas. Ele apresenta duas visões acerca do texto e da relação homem-objeto em si.
Se analisarmos bem o nosso cotidiano, poderemos notar que este conceito, embora um tanto absurdo à primeira vista, possui certa coerência. Somos constantemente determinados pelos objetos e os espaços à nossa volta. Nosso modo de agir, varia, por exemplo, de acordo com a roupa que vestimos e o local onde nos encontramos, assim como a nossos hábitos e culturas. Até mesmo as interações sociais e o funcionamento da sociedade estão intimamente ligadas aos objetos, tendo em vista os adventos tecnológicos como computadores e smartphones. Somos, portanto, dependentes deles. E esta relação de dependência se iniciou nos primórdios da humanidade. Sem a descoberta do fogo, a humanidade jamais chegaria no ponto em que está hoje. Foi essa relação que possibilitou a nossa sobrevivência e soberania sobre os demais seres e até sobre a natureza em si, de certa forma.
Entretanto, essa relação sofreu diversas modificações. Os objetos, hoje, se tornaram também objetivos de vida. A sociedade capitalista e materialista na qual vivemos hoje prega a ideia de que ter é ser. Estudamos, trabalhamos e nos esforçamos para obter bons salários e, com eles, podermos comprar novos bens materiais, numa tentativa de nos destacarmos nessa sociedade que tanto valoriza a riqueza material.
Podemos, por outro lado, contrapor tal visão, analisando a individualidade e a subjetividade que os objetos carregam. Ao criarmos e utilizarmos tais bens, estamos fazendo-os de meios para comunicar e expressar aquilo que sentimos ou queremos passar para os outros. Por mais que uma roupa determine nosso modo de agir, ao termos a possibilidade de escolhe-la, também determinamos a visão que queremos passar. Ao criarmos uma ferramenta, mesmo que nos tornemos dependentes dela de certa forma, estamos pondo em prática uma conceito ou solucionando um problema. Os objetos traduzem nossos pensamentos, ideia e emoções para o mundo material. Ou seja, nós somos responsáveis por dar sentido a eles, e os utilizamos como meio de nos determinar, assim como as pessoas e a sociedade à nossa volta.
Concluo, assim, que é impossível dizer quem possui da verdadeira soberania. A verdade é que existe uma relação de "cumplicidade" entre o homem e os objetos, embora estes não possuam consciência. Nós criamos os objetos e eles criam nosso meio de vida, num ciclo infinito e interminável de dependência. Cabe a nós, portanto, limitar a essa dependência e manter a nossa individualidade e animalidade, para evitar, assim, que nos tornemos também objetos.
Concluo, assim, que é impossível dizer quem possui da verdadeira soberania. A verdade é que existe uma relação de "cumplicidade" entre o homem e os objetos, embora estes não possuam consciência. Nós criamos os objetos e eles criam nosso meio de vida, num ciclo infinito e interminável de dependência. Cabe a nós, portanto, limitar a essa dependência e manter a nossa individualidade e animalidade, para evitar, assim, que nos tornemos também objetos.
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